terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dag, Tia Bea!

28 de janeiro foi um dia importante, que entrou para história da Holanda. As 19h, a Rainha Beatrix Wilhelmina Armgard van Oranje Nassau, Tia Bea para os mais íntimos (eu!), anunciou que no dia 30 de abril deste ano, passará o trono para seu filho, o Príncipe Laranja, ou mehor, Willem-Alexander van Oranje-Nassau.
Tia Bea no anúncia na TV, 28.01

Quando na Holanda, em 2007, já havia rumores sobre a data e sobre quando Tia Bea passaria o trono para o filho, já casado com a Máxima e pai de 3 menininhas fofas (e terríveis).

Pois bem. No ano seguinte, 2008, por conta dos 70 anos da Tia Bea...nada aconteceu. Em 2009, após o atentado durante o dia da Rainha, algo chegou a ser comentado, mas nada aconteceu. Ano passado, após o acidente do Príncipe Friso, que está em coma até hoje, muito foi especulado, e mesmo assim, nada. Eu, particularmente cheguei a pensar que ela fosse esperar morrer  para passar o trono. Sei lá, vai que bate uma síndrome de Queen Elizabeth. Mas não. Ontem, as 19h, após muitas especulações durante o dia, TT no Twitter mundial, a Holanda parou em frente a televisão e ela confirmou que dia 30 de abril passará o trono pro Príncipe van Oranje (#chuuuuuuupa Príncipe Charles!!)

Tia Bea é a primeira filha da Rainha Juliana, que teve outras 2 meninas. Ela assumiu o trono em 1980, logo assim que sua mãe abdicou o trono e é a Rainha que governou por mais tempo na Holanda. Graduada em Direito em Leiden Universiteit, casou-se com Príncipe Claus e teve 3 filhos: Willen-Alexander, Friso e Constantijn (informação inútil: Rainha Juliana teve 3 filhAs, Rainha Beatrix 3 filhOs e o Príncipe Willem 3 filhAs!).

Enquanto Querido cagava pro restante da programação ignorava o restante da programação - que falou sobre isso, pelo menos até 1am quando desliguei a televisão, eu achava fofo! ahahahahahah Gente, sou menina e tenho o direito de acreditar e achar bonitinho reis, rainhas, príncipes e princesas (apesar, de como diz a Ingrid, os príncipes holandeses poderiam ser mais bonitos). Eu sou daquelas que lê biografias de famílias real. Adoro! Principalmente os bastidores (a banda podre do povo de sangue azul).

Antes de chegar aqui, acho que eu nunca tinha ouvido falar sobre a Rainha da Holanda. Sabia sim que tinha Rainha, mas tipo, a única Rainha famosa era a Elizabeth - que eu não consigo gostar. Mas ontem, durante a programação, o carinho dos holandeses para com a família Oranje-Nassau se confirmou. E eu achei bem bonito ouvir os "súditos" (a Holanda é uma monarquia constitucional) dizendo, após serem pegos de supresa na rua com o boato, que ela fez um bom trabalho, que estão orgulhosos dela e tudo mais. Me questionei se, caso fizessem a mesma pergunta no Reino Unido, os súditos da Mother Queen iram responder a mesma coisa.
Princesa Alexia, Ariane, Willem & Máxima e Princesa Amália

Príncipe Willem não assim um príncipe encantado, mas fez o dever de casa direitinho. E, fazendo a versão oposta dos contos de fadas, achou a Princesa Encantada. Aparentemente, bem mais alegre e festeiro que o Príncipe Charles, ter casado com Máxima foi a consagração para que fosse querido entre os holandeses. Máxima é mais holandesa que grande parte da população holandesa e é o exemplo de integração que a Holanda quer de todos os imigrantes.


Máxima é argentina, nascida em Buenos Aires, formada em Economia e conheceu Alexander (foi assim que ele se apresentou, sem dizer que era príncipe e ela sem acreditar, posteriormente, no título) na Espanha e, em 2001, durante o noivado televisionado sambou na cara dos holandeses com um holandês perfeito, casando-se 1 ano depois, sem a presença de seus pais, que não foram convidados para o casamento (Máxima é filha de Jorge Zorreguieta, um político argentino acusado de diversas atrocidades contra civis - cerca de quase 30mil pessoas morreram por conta do regime militar na Argentina). O Parlamento Holandês aceitou o casamento de Willem e Máxima, mas, pra evitar a fadiga, os pais da atual Princesa não vieram ao casamento, mas compareceram ao batizado da Princesinha Amália, filha mais velha do casal e segunda para assumir o trono, irmã de Alexia e Ariane.

Máxima é beeeeem querida entre os holandeses e tem como principal foco a integração dos imigrantes na Holanda, levantando a bandeira de que todos os imigrantes devam falar holandês para uma vida social mais bem sucedida. Mas, o que a fez se tornar a queridinha da holandesada foi o fato de ter sido a primeira da realeza a participar de uma conferência da LGBT, em 2005 (3 anos após o casamento). 

Abertura das Olimpíadas de Pequim, 2008 
Diferente da família real inglesa, a pompa e circunstância não fazem muito o estilo da família real holandesa. CLARO que ela existe, mas a comunicação com o povo, aparições e entrevistas vem acompanhadas de um bom sorriso. É comum vê-los fazendo bagunça se divertindo em eventos around Holland. Ver o Oranje (aka. príncipe) com uma cerveja na mão é comum (foi chamado de Prins Pils - Príncipe Cerveja), descendo num carrinho de rolimã (fino, claro) durante as comemorações também, além de ouvir Máxima citando as peripécias de suas filhas em entrevistas, participando de reuniões escolares. Acho que a latinidade da Princesa Máxima (tenho certeza que ela manda nele) é culpada por grande parte desse estilo. Isso pode ser tudo parte do protocolo para que a população (eu) acredite no joie de vivre dos Oranje-Nassau. Enfim, cola comigo! Dão pinta de família feliz direitinho!

30 de abril, data onde a Holanda toda para e se veste de laranja em comemoração ao dia da Rainha - na Holanda, o dia da Rainha vai de acordo com o dia de aniversário da mesma. Com a Rainha Wilhelmina, a comemoração dava-se em 31 de agosto, dia de seu aniversário; Rainha Juliana, 30 de abril. Mas a Rainha Beatrix nasceu em 31 de janeiro, inverno, muito frio para comemorações em locais aberto, sendo assim, para que toda a população pudesse aproveitar tranquilamente, o dia da Rainha manteve-se no dia 30 de abril. Pelo menos até esse ano - a Holanda prepara uma mega festa - que passou a ser em lugar fechado, depois do atentado de 2009. Em 2007, morando em Maastricht, parti pra Amsterdam e não acreditava na loucura que eu via. E adorava! Esse ano, o Koninginnedag, promete (acredito eu)! Será a o dia que e Tia Beatrix vai se aposentar, passando o trono para seu filho, Willem-Alexander, dando o título de Rainha à Máxima (sim, ela vira Rainha) e tornando a princesinha da cambota virada Amália, de 9 anos, a primeira na sucessão do trono.

A partir de 2014, não teremos mais Koninginnedag - Dia da Rainha - no dia 30.04. Mas sim, Koningdag - Dia do Rei, no dia 27 de abril. Depois de 123 anos, a Holanda terá um Rei.

Enquanto isso, vamos ouvir muito sobre o pai da Máxima, o porque dela se tornar Rainha, as peripécias que Willem aprontou na juventude, seus 45 anos e Rei...enfim., long live the King!

Dag Tia Bea! Hallo Koning Alex!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Neve...get used!


Cheguei na Holanda pela primeira vez, em 2007, na segunda semana de janeiro (lembra do caso com o 17?) e temperatura foi: 5C, 0C, -5C nos primeiros 10 dias, uma coisa assim. Eu parecia o abominável homem das neves, ou coisa pior, pela quantidade de roupa que eu usava, não tinha noção e estava usando o casaco do meu host (50mil vezes maior que eu).

Me lembro direitinho da minha primeira neve. Eu estava no computador e a minha host subiu as escadas gritando que estava nevando. Saí correndo pela janela e vi apenas um - hoje em dia eu sei o nome - snow shower. Fiquei frustrada porque faltava alguma coisa. O frio continuava e eu parecendo uma bola pra cima e pra baixo, mas bem aquecida.

Na manhã seguinte, ainda conhecendo e explorando minha nova área, minha host me levou na parte de trás da casa, em Sint Pietersberg (morando província de Limburg, sou privilegiada por ter "bergs" (a tradução direta seria montanha, mas pensa num morro, ladeirinha e tá valendo). E lá, além de descobrir o que viria a ser um dos meus cantinhos favoritos, vi tudo branquinho. Adorei! E acabou. Em 2007, tirando uma leve nevezinha que eu peguei quando já tinha me mudado para Amsterdam, aquela foi a única neve, na Holanda, que peguei no meu ano de aupair.

Eu disse na Holanda. Porque com essa mesma família de Amsterdam, fui passar 2 semanas em Gstaad, na Suíça. E tome neve. Era muita neve e eu apenas observava como as pessoas conseguiam lidar com aquilo, pq era muita neve pra pouco espaço. Apesar de termos ido para esquiar, o dia a dia, a rotina continuava e era o trator com sal e uma nevasca que trazia um branco cintilante. Aaaah, e menos frio que na Holanda. - 16C era -16C, sem o vento cortante que a Holanda insiste em preservar.

Bem, o único inverno sem neve foi esse. Porque 2008/2009, já na Bélgica, ela veio com força. mas ser Aupair não exige que você saia de casa assim, com tanta frequência. No meu caso, menos ainda, a mãe levava os kids de carro pra escola (eu morava nos suburbs fim do mundo da Antuérpia e o mesmo se repetiu em Gent). Mas tinha que ir pra escola todos os dias. E aí com a neve...era uma saga. Muita raiva no coração a cada escorregão, apesar da minha bota ser ultra mega power anti derrapante. Mais raiva ainda quando o ônibus/tram não passava no horário e eu congelava. 

Até que eu tinha que fazer uma prova na escola, prova final. Prova essa que a Professora falou que não podia faltar porque não teria como fazer novamente e blablabla. Enfim. Nevou o final de semana todo e na segunda feira lá fui eu pro curso, sem ouvir minha host, que trabalhou de casa aquele dia: neve na cara, mto vento, mais frio, ônibus atrasado e, com 30min de atraso, eu cheguei na escola. E fiquei esperando lá sozinha por mais uns 20min, quando o pessoal da secretaria veio avisar que não teria aula, já que a professora não saiu de casa por conta da neve. 

Desde aquele dia eu aprendi uma lição: nevou muito, faça o que for possível! Porque, passar frio e raiva (ao mesmo tempo), não é legal. Foram 2 invernos com o mesmo drama: aula cedo, sair de casa no escuro, no frio, na neve, atraso, passar raiva pra ter que voltar pra casa.



Pois então. Semana passada a neve chegou nas bandas de cá. Aqui em Limburg demorou pra aparecer de verdade e não teve tanto drama como em Noord Holland. Mas ela chegou! Acontece que dessa vez não sou mais aupair. Apesar de não estar trabalhando, é necessário ir a rua, tipo sempre, pra respirar um ar novo fazer compras, pegar uma coisinha aqui e ali. E olha, tem que ter coragem.  Depois de tanto tempo longe do frio (fev/11 - dez/12), com visitar a Holanda na primavera e no verão, confesso que perdi todo o feeling de frio: pele ressecadíssima (filtro solar no rosto, só isso resolveu), hidratante e talco (pois é, sabe pele queimada pelo frio? então, apareceu, coçou, taquei talco e está sumindo e parou de coçar).

Semana passada quando a neve chegou, as únicas pessoas que reclamavam no facebook eram os brasileiros. Mas reclamando num grau elevadíssimo com muito ódio no coração. Então vamos lá: chove no BR, alaga a porra toda horrores, os ônibus nunca tem horários corretos, um trânsito infernal e a gente enfrentou isso anos após anos. Aqui, a neve cai e é um ódio mortal. Vi gente passando raiva na estação de trem e os amigos brasileiros apoiando na reclamação e os holandeses mandando a pessoa voltar e trabalhar de casa.

Depois de ter trabalhado dependendo de meteorologia (aeroporto e offshore), passei a respeitar um pouco mais e aceitar que se não é pra ser, não é. E eu tenho que respeitar e me acostumar que, exatamente, quando eu preciso, vai chover, o aeroporto vai fechar, a neve vai cagar meu dia super ocupado e me fazer tomar várias escorregões e alguns tombos.


A neve é linda: pra ser observada de dentro de casa ou numa caminhada quando não se tem nada pra fazer. Morando no hemisfério norte, por nossa opção, ela virá, sendo assim, chega de mimimi e get used. A neve virá! E será o mesmo caos de sempre (eu vejo o mesmo drama e as mesmas reportagens na tv desde 2008). Se possível, evite a fadiga, trabalhe de casa - os holandeses fazem isso. Em grande escala. Ou então, venha passear em Limburg e faça como eu, num domingo a toa: aproveite os bergs do lado de cá e vá esquiar, ga maar lekker sleeen.

20min de casa - op de berg en lekker skiëen



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

3.0

só sobraram as velinhas

Pois é. Fiz 30 anos, dia 07.01. Sou balzaca!

E fazer aniversário numa segunda feira, ninguém merece.


O dia foi tão normal  - culpa de uma leve ressaca por conta do dia anterior no Hjerrenzitting (festa para os homens todo primeiro domingo de janeiro, que começou cedo pra mim fazendo bacon com ovos pra 4 marmanjos aqui em casa e terminou com todo mundo nos pubs da cidade) - que se não fossem os quase 300 recados no facebook não pareceria meu aniversário. Ai, e quantos recados bons. Como isso faz bem!


Não pareceu meu aniversário porque não tinha minha mãe por perto espalhando recadinhos pela casa e relembrando cada segundo do dia do meu nascimento. Pelo menos não ao vivo, pq ela se fez bem presente. Querido também, apesar de ter comunicado a todos no pub na noite anterior que era meu aniversário e convidá-los para a festa. Santa cachaça perdedora de memória que apagou o convite inusitado feito por ele, e só vieram os convidados reais.

Fazer aniversário em janeiro, logo assim, no início do ano é uma coisa que me incomoda. No BR, a galera ainda tava viajando, curando ressaca de ano novo ou já na casa de praia. Quando criança o aniversário era sempre comemorado em Arraial do Cabo com os mesmos convidados. Acho que foi assim uns 7 anos.

Nas bandas de cá a vida segue e, digamos que, as comemorações são mais fáceis, mas o frio não me permite fazer um churrasco, por exemplo. Mas tive uma sexta feira a noite tão agradável, com pessoas - apesar de algumas ausências - que fizeram diferença neste exato momento da minha vida: um novo começo.


Os 30 me fizeram voltar nos meus 15 anos. Quando saí do Brasil pela primeira vez, quando decidi minha profissão, quando decidi que um dia ir morar fora...Quando eu vi que há muito mundo pra se ver e viver. Hoje, 15 anos depois, posso dizer que estou onde queria estar, com a pessoa que sonhei. Tenho orgulho da minha vida profissional e sei muito bem que hoje, aos 30 e num lugar novo, o desafio maior é recomeçar, do lado de cá.

Muita gente me perguntou: "E aí, como se sente com 30? O que muda?" Olha, nada mudou. Mas tem uma vozinha lá no fundo que sussurra: "acabou o tempo de errar", "tudo agora é mais sério"... Não sei se devo ouvir, até porque levo a vida a sério, com uma boa dose de permissividade (quem mandou virar Gerente de uma cia aérea aos 21 anos?).

30 é bom. Olho os últimos 30 anos e tenho orgulho do que eu sou, de quem me transformei, das pessoas que tenho a meu redor, desde aquela amiga de berço, a amiga de escola até os recém-chegados (com hífen? sem? não sei!). Deus foi muito generoso comigo nos últimos 30  e valeu muito a pena. Agora é curtir estar no topo da montanha! ahahahahha

1984 - 1 ano
2013 - 30 anos


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Hoje já é quinta feira...

...e eu já tenho quase 30!
Não que eu seja fã da Sandy, mas como eu e ela estamos quase virando balzacas, essa música faz um certo sentido. 

Tudo sem crise. De boa! Acho que com quase 30 estou exatamente onde queria estar, no momento que também queria estar.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 daquele jeito


2013! Ui!
Uns dizem que 13 é número da sorte. Mas esse será o ano que farei 30. E em breve! Mas isso é um outro papo.


A virada foi tranquila. Não tanto o meu estilo, mas tá pra ter virada de ano nas bandas de cá mega legais. Não consigo. O frio e a preguiça sempre vencem. De 2007 pra cá foram 5 viradas de ano nas bandas européias e olha, é difícil saber a que realmente valeu a pena. ahahahah Tô brincando, mas, ai, acho tudo tão xôxo. Falta alguma coisa. E olha que eu nem sou de festa!

Enfim, fomos jantar - home made pizza -  na casa da Cunha caçula, que pro meu desespero marcou tudo pra 6:30pm. Oh Lord! Quem janta 6:30pm de um 31 de dezembro?! Mas, God zij dank e eu tenho o namorado mais parceiro do mundo e Querido não fez esforços para não se atrasar. Chegamos com 45min de atraso. yey! ahahahahahah Ficamos na cidade mesmo. Querido estava de Call Out Duty e não poderia demorar muito para, caso chamassem, chegar em casa e acessar os computadores da empresa. Mas deu pra ver os belos fogos de Maastricht da casa da Cunha. Também deu pra curtir os programas mais inúteis de fim de ano que eu adoro (retrospectiva de qualquer coisa: desde músicas e vídeos até notícias).

Não sei se vocês sabem, mas na Holanda fogos de artifícios são proibidos, sendo liberados apenas para o dia 31.12, ou seja, a holandesada vai a loucura. Os maledetos começaram a soltar as 7am. O problema é que não eram fogos, mas sim aquelas bombas que fazem um barulho estranho e apenas irritam. E por aí foi...
Como eles são bem sem noção, tentaram fazer uma fogueira no meio que não deu certo (até eu sei montar uma fogueira. Oi, São João, festa junina...). Enfim, foram 3 carros da polícia - não devia tá acontecendo absolutamente nada around - 2 carros de bombeiro e fotógrafo. Isso faltando 10min pra virada.
Market - Kerstboom e o fogo (aka fogueira)

Como aqui é pequeninho, o povo mesmo arrumou os fogos e até que deram pro gasto. Apesar de soltarem bombas ilegais compradas na Bélgica. Ouvi que teve gente que pagou €325 por fogos. Crise? Oi? Mas confesso que as 12 baladas da igreja junto aos fogos mexem comigo.

Depois da Cunha, descemos pro pub e ai que calor! Toda a cidade lá.  Sei que fomos dormir as 5am, apesar de termos chegado em casa as 3am, mas um casal de amigos + a Cunha 2 & namorado resolveram fazer uma parada... 2pm de pé, banho, ressaca, dor de cabeça e direto pra casa da Oma do Querido (89 anos e em 1h fumou 5 cigarros. Daqueles beeem fedido mesmo. Meio surda mas ciente de absolutamente tudo, apesar de ter dificuldades em falar meu nome) que mantém a casa no máximo do aquecedor. De toda a família eu sou a única que não reclamo, apesar de dessa vez ter me intoxicado com a fumaça do cigarro dela. Minha rinite agradece, Oma!

Acabamos de chegar do Ambtenaaren Carnaval Limburg. É um evento que acontece pra todos os funcionários que trabalham para o governo holandês. Digamos que seria o New Year's Drink. E aí, euzinha, toda f*dida na rinite trabalhada na tosse, dor de cabeça e espirro, preparada pra assistir Avatar na televisão, recebo uma ligação do Querido e com os colleagues atrás perguntando se eu ia ou não. E lá fui eu com os 2C feeling na rua rodar os pubs de Maastricht e comer McDonald's.


Tem 4 dias que eu não como em casa. Reza a lenda que hoje jantaremos em paz. 
2013 começou sem cerveja (eu só bebo cerveja do lado de cá). Quero seguir isso...mas a única coisa que se fala nas bandas de Limburg é carnaval. E acredite se quiser...a minha agenda está lotada para todos os finais de semana até o carnaval. E ainda tem meus 30 anos no meio!



2013 pelo jeito, já começou daquele jeito!
Bom ano pra você!