1 ano atrás, na Praia de Camburi durante os fogos, lembro que desejei 2 coisas para 2012: um emprego que me desse tempo e dinheiro e que arranjasse uma maneira de acabar com a distância entre Querido e eu.
E foi o que aconteceu: consegui um trabalho que me deu tempo (14 dias em casa) e que ajudou a diminuir a distância entre nós dois - além de um bom salário. E, como Deus não faz nada por incompleto, ganhei benefício aéreo e no final do ano, cá estamos nós, juntos. Mas no meu caso, agora, sem emprego.
Eu poderia pedir e desejar mil coisas. Dizem que é bom verbalizar... Mas Deus sabe o desejo do meu coração. Hoje eu tenho que agradecer por 2012. Foi um ano bom. Difícil em todas as áreas, mas muito bom. Não apenas pelo fato dos desejos feitos na hora da virada terem se realizado, mas pelo tanto que aprendi, cresci, briguei, reclamei, chorei, ri, gargalhei, fiquei em silêncio, estudei, deletei, abracei, gritei e melhorei!
Um ano em que Deus concedeu o desejo do meu coração. No tempo dEle, do jeito dEle.
Meu desejo para 2013 é esse: que Deus conceda o desejo do coração de todos nós. Mas que nos dê paciência e sabedoria pra esperar, pq o melhor sempre há de vir!
Recebi um texto hoje e divido com vocês:
No novo ano, sejamos mais flexíveis, mais moldáveis. Vamos nos deixar atingir mais pelas repreensões da vida, das pessoas e, em especial, de Deus. Não sejamos duros, obstinados. Há muitas coisas para aprendermos, há muitas mudanças para assimilarmos. Tenhamos a pele dura, que suporta as lutas e pedras que nos chegam. Mas tenhamos o coração mole, que se humilha, aprende, aceita, perdoa. Olhemos para o novo ano com esperanças e entusiasmo. Busquemos mais a Deus e aprendamos mais sobre a vida. E assim o novo ano será melhor, muito melhor.
It might be about me, you, him, her, it, us and them. In Portuguese, English or Dutch. Through letters, open-heart moments, deep thoughts, lyrics, songs or even the silence you'll find about The Netherlands...and me!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
Lá vou eu, lá vou eu...
Minha relação com o carnaval é simples: um no norte, e outro no sul. Mas é uma paixão intensa.
Deixa eu explicar: quando criança minha família saía do RJ em direção a Arraial do Cabo no período de carnaval. Arraial naquela época não era essa farofa que é hoje em dia, mas já era um top paradise! Íamos aos blocos de rua, eu fugia de bate-bola (aka Clóvis) e toda família se reunia em frente a tv para assistir os desfiles de domingo e segunda ao vivo, direto da Sapucaí, com direito a torcida por suas respectivas escolas - eu, pequena, mas na minha, já torcendo pela Beija-Flor.
A pessoa cresceu e continuou a tradição: longe do vucu vucu, mas virando noites em frente a tv com junk food e torcendo na tela da tv no meio desse povo.
Como quem sai aos seus não degenera, em 2007 eu vim parar na Holanda na única cidade onde carnaval é carnaval, coisa séria e tal: Maastricht. Algum tempo depois, pra fechar a círculo, arranjo um namorado que além de ser apaixonado por carnaval (assim como toda a família), tem um bloco de carnaval aqui na Holanda - De Kloomp (cerca de 15 amigos, todos homens, que se reúnem pra fazer música idiota de carnaval e beber cerveja, do verbo: muita cerveja).
Antes do carnaval eles tem o zitting (festa deles em um dos pubs da cidade) - na verdade são vários zittings de janeiro até o carnaval, sempre nos finais de semana: dames, heren, gala, kloomp...e por aí vai! Tem competições de música (digamos que é mais que marchinha e muito menos que samba-enredo): oficiais, piores (o bloco do Querido sempre compete como as piores - ano passado ficou em 2ª lugar) e música alternativa. Até em Köln, na Alemanha já fomos parar no baile oficial de carnaval.
Mas se vc pensa que apenas Maastricht tá nessa, toda Limburg está e cada villa (sim, moro numa vila, menos de 10.000 habitantes, sendo assim, é considerado vila e não cidade, mas é uma cidade. Coisas da Holanda, vai entender) que tenha um grupo pode competir.
E foi o que aconteceu: um outro grupo da vila passou pra fase dos semi-finalistas das músicas oficiais LVK - Limburg Vastelaovend Leedjes Konkoer (tá no dialeto, assim como as músicas que são cantadas, são todas em limburg, uma ótima pedida pra eu aprender o dialeto - segundo o Querido, e até vale) e resolveu gravar um vídeo semana passada. E adivinha quem foi participar?!
Sente o vídeo, divirta-se e pode rir da minha cara.
p.s.: a casa que aparece no vídeo é da Cunha 2.
p.s.2: quer aprender Limburg? Tem a letra aí... Mais fácil que holandês!!
p.s. do p.s.: adivinha quem é a única pretinha no vídeo?!
Deixa eu explicar: quando criança minha família saía do RJ em direção a Arraial do Cabo no período de carnaval. Arraial naquela época não era essa farofa que é hoje em dia, mas já era um top paradise! Íamos aos blocos de rua, eu fugia de bate-bola (aka Clóvis) e toda família se reunia em frente a tv para assistir os desfiles de domingo e segunda ao vivo, direto da Sapucaí, com direito a torcida por suas respectivas escolas - eu, pequena, mas na minha, já torcendo pela Beija-Flor.
A pessoa cresceu e continuou a tradição: longe do vucu vucu, mas virando noites em frente a tv com junk food e torcendo
Como quem sai aos seus não degenera, em 2007 eu vim parar na Holanda na única cidade onde carnaval é carnaval, coisa séria e tal: Maastricht. Algum tempo depois, pra fechar a círculo, arranjo um namorado que além de ser apaixonado por carnaval (assim como toda a família), tem um bloco de carnaval aqui na Holanda - De Kloomp (cerca de 15 amigos, todos homens, que se reúnem pra fazer música idiota de carnaval e beber cerveja, do verbo: muita cerveja).
Antes do carnaval eles tem o zitting (festa deles em um dos pubs da cidade) - na verdade são vários zittings de janeiro até o carnaval, sempre nos finais de semana: dames, heren, gala, kloomp...e por aí vai! Tem competições de música (digamos que é mais que marchinha e muito menos que samba-enredo): oficiais, piores (o bloco do Querido sempre compete como as piores - ano passado ficou em 2ª lugar) e música alternativa. Até em Köln, na Alemanha já fomos parar no baile oficial de carnaval.
Mas se vc pensa que apenas Maastricht tá nessa, toda Limburg está e cada villa (sim, moro numa vila, menos de 10.000 habitantes, sendo assim, é considerado vila e não cidade, mas é uma cidade. Coisas da Holanda, vai entender) que tenha um grupo pode competir.
E foi o que aconteceu: um outro grupo da vila passou pra fase dos semi-finalistas das músicas oficiais LVK - Limburg Vastelaovend Leedjes Konkoer (tá no dialeto, assim como as músicas que são cantadas, são todas em limburg, uma ótima pedida pra eu aprender o dialeto - segundo o Querido, e até vale) e resolveu gravar um vídeo semana passada. E adivinha quem foi participar?!
Sente o vídeo, divirta-se e pode rir da minha cara.
p.s.: a casa que aparece no vídeo é da Cunha 2.
p.s.2: quer aprender Limburg? Tem a letra aí... Mais fácil que holandês!!
p.s. do p.s.: adivinha quem é a única pretinha no vídeo?!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Trocentos days of Christmas
"On the first day of Christmas my true love gave to me..."
Eu não sei se alguém conhece essa música, mas é mais uma das tradicionais músicas de Natal mega cantada nas bandas dos States e que, essa pessoa que vos fala, já cantou também. Em inglês e português. É uma música eterna, repete, vai e volta...uma coisa.
Pois bem. Essa música é tipo o Natal aqui na Holanda: não tem fim! ahahahhah Brincadeira.
Os dias oficiais de Natal na terra dos tamancos são 25 - 1ste Kerstdag (1º de Natal) - e 26 - 2de Kerstdag (2º dia de Natal). Digamos que o primeiro dia é para um jantar com a família, assim feito, fomos pra casa dos Sogros e tal. Já o segundo dia reunimos os amigos para um drink, coisa e tal, como fizemos.
Mas o dia 24? Fica onde? Meu primeiro Natal nas bandas de cá eu fui dormir as 20h do dia 24.12. Viajei com minha host family pra Gstaad, na Suíça e fiquei tão chocada com a noite do dia 24 ser uma noite tão comum que assim que coloquei as kids na cama, fui dormir. Minha host family notou e pediu desculpa por não lembrarem que dia 24 era importante pra mim.
Eu nunca fui muito de Natal. Não que eu não goste...eu acho lindo. Amo as decorações (que pra mim só fazem sentido nas bandas de cá), sou louca nos Christmas Markets e se tiver neve - que não é o caso desse ano - melhor ainda. Quanto às celebrações... Natal pra mim era com minha avó. Quando ela morreu até tentamos continuar o mesmo "espírito" (aka comilança + todo mundo junto) mas durou pouco. Eu e meus pais passamos a viajar pra casa de praia no dia 26 - pra evitar o engarrafamento da p$%ra tumulto na Manilha x Rio e por lá ficávamos até 1 semana antes das aulas começarem, quando mamãe voltava a trabalha (papai ia apenas nos fds). Quando saímos do RJ, éramos apenas nós 3. Como eu nunca fui fã de comida de Natal (o caso é sério: não gosto nem de panetone, nem de rabanada, nem de chester e menos ainda de peru de Natal) e mamãe não é fã de cozinha, ela ficava apenas nas rabanadas e eu fazia o jantar - geralmente um gnocci! ahahaahhaha
Acho que minha última grande comemoração (tipo, família toda) de Natal foi há quase uns 20 anos. E eu estou super bem com isso. Eu tenho uma coisa com falsa modéstia x natal + obrigação de estar junto. Lembrando, claro, do verdadeiro significado de Natal, acho que ele é pra ser passado e celebrado com quem realmente esteve junto e fez parte do seu ano. Enfim... acho que é porque desde muito pequena dezembro sempre foi uma correria sem fim: ensaio de 3 cantatas ao mesmo tempo na igreja, festa de final de ano na escola (minha e da minha mãe). Até os 10 anos de idade foi mais ou menos assim.
Esse não foi nosso primeiro Natal juntos. Em 2010 estávamos juntos nas bandas de cá e fizemos a seguinte escala: 24: Querido e eu; 25: casa dos sogros; 26: "bons drink" aqui em casa. Pelo menos essa era a idéia. Dia 24 fomos levar os presentes dos sobrinhos que nos obrigaram a ficar pra jantar. Nós tínhamos comprado tudo pra fazer o nosso jantarzinho, nossa troca de presentes mas a criançada ganhou (só nosso estômago que reclamou depois da "ceia" da Cunha 1: sopa de tomate, panekoeken com queijo e bacon e pra fechar com chave de ouro (só que não) founde de chocolate). Voltamos pra casa, trocamos nossos presentes e ficamos quietinhos, Quer dizer, nosso estômago tava uma orquestra...daquelas!
Dia 25 e o tradicional Kerst Gourmetten da Holanda, na casa dos Sogros. Foi uma orgia alimentar com direito a muita chuva de bike na volta pra casa.
Esse ano combinamos que dia 26, receberíamos o povo apenas para uns bons drinks. Querido me fez o favor de trazer 2 garrafas de cachaça artesanal e resolveu compartilhar com o povo. Mas os sogritchos não estavam muito afim de ficar em casa no segundo dia de Natal e sobrou pra quem....? Mas como se eu não gosto de comida de Natal e muito menos sei cozinhar? Gnocci daria muito trabalhoe eu não tava com saco.... Veio a idéia mais simples: Filet Mignon ao molho gorgonzola com fritas - Querido comeu em Vitória e achou uma coisa. Ótima pedida, não fosse o valor: 300gr de filet mignon por €10,54. Isso mesmo colega! Quase o preço de uma vaca toda no BR, segundo minha mãe. ahhaahhahahah Enfim, ficamos nas 300gr de filet mignon e achamos outra carne muito gostosa e mega macia, pq né!? Não dá.
O jantar foi ótimo, o molho ficou sensacional e as sobremesas - mousse de limão e sorvetão de brigadeiro - sumiram, claro, com a ajuda dos amigos que chegaram para os bons drinks. Obviamente não aguentaram e ainda temos 1,5 garrafa de caipirinha.
Quando pensamos que tinha acabado, ontem, dia 27 o melhor amigogato do Querido resolve vir jantar conosco para comemorar Natal e minha chegada, já que a namorada estava com as amigas em Amsterdam.
4 dias de Natal! 4 dias!
Reza a lenda que hoje não teremos mais nada a não ser nós dois em paz, com um jantar normal e sem celebrações natalinas. Ou não. Pq se a chuva parar, vamos dar um rolé em Winterland, no centro de Maastricht.
Espero que seu Natal também tenha sido bom.
Seja lá quantos dias você teve!
Eu não sei se alguém conhece essa música, mas é mais uma das tradicionais músicas de Natal mega cantada nas bandas dos States e que, essa pessoa que vos fala, já cantou também. Em inglês e português. É uma música eterna, repete, vai e volta...uma coisa.
Pois bem. Essa música é tipo o Natal aqui na Holanda: não tem fim! ahahahhah Brincadeira.
Os dias oficiais de Natal na terra dos tamancos são 25 - 1ste Kerstdag (1º de Natal) - e 26 - 2de Kerstdag (2º dia de Natal). Digamos que o primeiro dia é para um jantar com a família, assim feito, fomos pra casa dos Sogros e tal. Já o segundo dia reunimos os amigos para um drink, coisa e tal, como fizemos.
Mas o dia 24? Fica onde? Meu primeiro Natal nas bandas de cá eu fui dormir as 20h do dia 24.12. Viajei com minha host family pra Gstaad, na Suíça e fiquei tão chocada com a noite do dia 24 ser uma noite tão comum que assim que coloquei as kids na cama, fui dormir. Minha host family notou e pediu desculpa por não lembrarem que dia 24 era importante pra mim.
Eu nunca fui muito de Natal. Não que eu não goste...eu acho lindo. Amo as decorações (que pra mim só fazem sentido nas bandas de cá), sou louca nos Christmas Markets e se tiver neve - que não é o caso desse ano - melhor ainda. Quanto às celebrações... Natal pra mim era com minha avó. Quando ela morreu até tentamos continuar o mesmo "espírito" (aka comilança + todo mundo junto) mas durou pouco. Eu e meus pais passamos a viajar pra casa de praia no dia 26 - pra evitar o
Acho que minha última grande comemoração (tipo, família toda) de Natal foi há quase uns 20 anos. E eu estou super bem com isso. Eu tenho uma coisa com falsa modéstia x natal + obrigação de estar junto. Lembrando, claro, do verdadeiro significado de Natal, acho que ele é pra ser passado e celebrado com quem realmente esteve junto e fez parte do seu ano. Enfim... acho que é porque desde muito pequena dezembro sempre foi uma correria sem fim: ensaio de 3 cantatas ao mesmo tempo na igreja, festa de final de ano na escola (minha e da minha mãe). Até os 10 anos de idade foi mais ou menos assim.
Esse não foi nosso primeiro Natal juntos. Em 2010 estávamos juntos nas bandas de cá e fizemos a seguinte escala: 24: Querido e eu; 25: casa dos sogros; 26: "bons drink" aqui em casa. Pelo menos essa era a idéia. Dia 24 fomos levar os presentes dos sobrinhos que nos obrigaram a ficar pra jantar. Nós tínhamos comprado tudo pra fazer o nosso jantarzinho, nossa troca de presentes mas a criançada ganhou (só nosso estômago que reclamou depois da "ceia" da Cunha 1: sopa de tomate, panekoeken com queijo e bacon e pra fechar com chave de ouro (só que não) founde de chocolate). Voltamos pra casa, trocamos nossos presentes e ficamos quietinhos, Quer dizer, nosso estômago tava uma orquestra...daquelas!
Dia 25 e o tradicional Kerst Gourmetten da Holanda, na casa dos Sogros. Foi uma orgia alimentar com direito a muita chuva de bike na volta pra casa.
Esse ano combinamos que dia 26, receberíamos o povo apenas para uns bons drinks. Querido me fez o favor de trazer 2 garrafas de cachaça artesanal e resolveu compartilhar com o povo. Mas os sogritchos não estavam muito afim de ficar em casa no segundo dia de Natal e sobrou pra quem....? Mas como se eu não gosto de comida de Natal e muito menos sei cozinhar? Gnocci daria muito trabalho
O jantar foi ótimo, o molho ficou sensacional e as sobremesas - mousse de limão e sorvetão de brigadeiro - sumiram, claro, com a ajuda dos amigos que chegaram para os bons drinks. Obviamente não aguentaram e ainda temos 1,5 garrafa de caipirinha.
Quando pensamos que tinha acabado, ontem, dia 27 o melhor amigo
4 dias de Natal! 4 dias!
Reza a lenda que hoje não teremos mais nada a não ser nós dois em paz, com um jantar normal e sem celebrações natalinas. Ou não. Pq se a chuva parar, vamos dar um rolé em Winterland, no centro de Maastricht.
Espero que seu Natal também tenha sido bom.
Seja lá quantos dias você teve!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Dezessete
17 de janeiro de 2007 eu cheguei na Holanda pela primeira vez, como Aupair, praquele que seria um dos melhores anos da minha vida.
17 de julho de 2008 recebi o primeiro email do Querido.
17 de novembro de 2012 recebemos a confirmação do visto.
17 de dezembro de 2012 eu cheguei nas bandas de cá pra ficar de vez.
Eu não acredito em numerologia e 17 nem é o meu número "favorito" (é o 7 e não pergunte pq, mas deve ser por conta do meu aniversário), mas não posso negar que na minha "vida holandesa" o 17 tem um gosto e um som especial. Me faz lembrar dessas datas tão importantes, que eu só fui perceber na segunda feira, dentro do trem saindo de Frankfurt.
Os últimos dias no Brasil foram agitadíssimos. Muita coisa pra fazer, fora da minha programação - que não era chegar dia 17 e sim dia 20 - o que me fez dar uma surtada. A sensação que tive em janeiro de 2007 de estar fazendo as coisas pela última vez voltaram. Mas dessa vez numa dose maior. As últimas 4 noites foram ocupadas com jantares de "goodbye" com pessoas (do Brasil) que fizeram diferença em nossas vidas e assim o dar tchau foi de uma maneira mais leve.
O domingo foi puxado: saímos de Vitória pro Galeão cedo. Cedo tipo, umas 10h antes dos nossos respectivos vôos. Querido veio de KLM. Até tentei vir junto mas com o valor da passagem pela hora da morte resolvi ficar com o benefício da TAM e voei até Frankfurt e de lá peguei o trem (Frankfurt x Köln x Aachen, onde Querido me encontrou). Ele fez Rio x Amsterdam x Dusseldorf. Por morar em Limburg é mais perto e mais barato pegar qualquer vôo que não tenha o destino final como Amsterdam.
Saber que ia encontrar 8C, 30 a menos do que o dia anterior em Botafogo, tranquilizou a chegada de cara no inverno. Mantra mode on: "já peguei -16C, 8C não é nada...", mas ao descer as escadas do aeroporto pra estação vi que 1 inverno longe e a gente perde a noção do que é frio. Querido disse que as 3,5semanas de Brasil o fez esquecer de frio rapidinho. Mas vê-lo na estação com minha Cunha pulando com um balão de "Welkom", o frio foi embora rapidinho. Mentira. Nos fez correr mais rápido ainda pra dentro do carro.
Por conta de 1h de atraso do meu vôo, perdi o jantar, mas ao chegar em casa, a Sogra mandou um jantarzinho, o meu favorito: frietjes met zuurvlees. Typisch limburgs!
Gemeente, ok. IND, agendado. GGD dando trabalho. Fora isso, é colocar tudo em ordem e vamos pra frente.
Mas por enquanto eu vou ficar mais um pouquinho na cama, já que ainda posso. Querido voltou ao trabalho, deixei o lunch dele pronto, dei tchau e voltei pro quentinho. Eu e o inverno ainda precisamos melhorar nossa relação...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Aaaaah, Pernambuco!
Foi minha segunda vez em Pernambuco. Ir praquelas bandas é sempre tocante. Minha avó veio de Casa Amarela num pau de arara quando tinha 17 anos. Ela morreu quando eu tinha 2, ela quase 70 sem nunca ter voltado lá. Mamãe até hoje não conseguiu colocar os pés por lá (já devidamente programado para o ano que vem).
A primeira vez que fui em Recife foi numa parada de 1 dia com destino a Fortaleza. Fui em Recife Antigo e revi alguns amigos. De lá pra cá muitos outros amigos de Recife passaram a fazer parte da minha vida. É inacreditável a quantidade de pessoas queridas que se fazem presente na minha vida e são pernambucos ("quem sai aos seus não degenera"). Que ótimo!!
A idéia era tirar o Querido do eixo Rio x Vitória. A princípio iríamos para Itacaré mas, passagem Ilhéus + receptivo + grande probabilidade de chuva + nada pra fazer me fez desistir de ir prum brejo paradise. Mas, a promoção pra Recife me fez comprar o bilhete sem pensar 2x. Destino: 4 dias em Porto de Galinhas + 2 dias entre Recife e Olinda. Com fotos e vídeos de Porto sem mostrar informar o tempo de vôo vix / rio/ rec +- 6h entre sobe e desce convenci o moço em 5min.
Graças a Deus, nesta vinda ao Brasil Querido pegou mais dias de sol do que de chuva (o oposto do ano passado) e dessa vez ganhou de quebra +1h por conta da falta de horário de verão nas bandas de lá. 1h essa que deu uma ziquizira no nosso relógio biológico: sol nascendo as 5 da matina e tudo escuro as 6 da tarde. O dia por lá começa bem cedo e, pelo menos em Porto, termina cedo.
Um amigo nos buscou no aeroporto e de lá fomos direto pra Porto. Querido ficou bem chocado com o visual contrastante: praias belíssimas do lado esquerdo e pobreza/sujeira do lado esquerdo. Diferente do RJ, por exemplo, onde é "separado". Muitas construções pelo caminho e, segundo Querido, em 5 anos a calma vai embora e tudo por lá estará lotado.
Ficamos na Pousada Doce Cabana e super recomendo, e não é só por causa da tapioca fresquinha não. Nos tempos de agente de viagem recomendávamos ela para viajantes que não queriam ficar presos em resort (aka: nós) e confesso que gostei. Mais uma vez a falta de canais em inglês, apesar da Sky, deixou Querido impressionado, mas enfim, todo o visual falou mais alto. Estávamos há 15min a pé do centro e foi perfeito: íamos a pé e voltávamos de carro. Mais uma vez o lado esquerdo é lindo, mas a lado direito é escuro, sem caminhos, calçada na rodovia e pra quem não conhece, sinistro.
A ida às piscinas naturais é obrigatória e vale a pena. Querido ficou em êxtase com a facilidade de ter os peixinhos tão perto, beleza e água do mar quentinha (pra quem encarou o mar de Copa com uns 18C ano passado, foi ) são inconparáveis. Não ficar no centro, perto das jangadas é a dica e, caso fique por lá, fique nos restaurantes e não nas barracas que são praticamente jogas na sua frente pra te seduzir. Caso consuma, o combo: mesa+guarda sol+cadeira é de graça. Se não for consumir, 20 reais e não se fala mais nisso. Obs.: entenda consumo por comida e cerveja. Água de coco, não vale. Se bem que, pra viciados em peixe como eu, o desfile de todos os tipos deles e tamanhos de camarão fica meio difícil resistir. Ter ido durante a semana foi perfeito: Porto no fds fica insuportável, num nível "farofa pouca é bobagem".
Praia dos Carneiros foi uma decepção. Não sei se criei uma mega expectativa e o passeio de catamarã lotado com pessoas banhadas em argila dançando ao som de techno brega meats forró. Enfim, foram 2h de passeio com um visual bonito mas que o tempo nublado escondeu um pouco e 1h para comer algo, isso pq a empresa de receptivo perdeu quase 1h30m entre 3 pousadas atrás de passageiros que desistiram do passeio. Enfim, no comments. Nada contra, mas isso, definitivamente não me pertence.
Em Olinda, pegamos o final das primeiras prévias de carnaval e subimos e descemos 82649230812 ladeiras. Recife passou como um vento. Se não fossem meus amigos que encontrei e Querido conheceu, não valeria a pena ter ido pra lá. Não que não tenha nada a oferecer, mas não dá pra tomar banho no mar de Olinda e os tubarões pertubam o consciente em Recife, não permitindo mais que molhar o pés.
O atendimento foi bom, na dose certa. Todos os 10% foram devidamente pagos e até passamos em frente a um restaurante que dizia: "Respeito ao cliente, não cobramos os 10% e temos o melhor frango a passarinho da região". Não paguei pra ver pq a macaxeira com charque gritava por mim.
Já a chegada em Vitória, mais uma vez deixou a desejar. Que vontade de mandar esses taxistas pra pqp, pq é muita má vontade em fazer qualquer coisa. Tipo: dirigir e seguir o que o cliente pede, em não ter um restaurante/bar/buteco/pé sujo aberto depois de meia noite e muito menos ter um delivery. Aaaah Vitorinha, só respirando fundo e contando até 10 com vc.
Mas enfim, é melhor deixar pra lá pq a ida pra Holanda é domingo e meu stress level tá num grau elevadíssimo. Dispensei o Querido pra piscina pra colocar em ordem e dar um update nas listas do que ainda tenho que fazer hoje e amanhã, pq domingo, a saga começará cedo.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Welcome to Brasil... + 10% de serviço por favor.
Querido está no Brasil há quase 2 semanas e com fator 30 pra cima e pra baixo.
A chegada foi tranquila. O Galeão, estruturalmente continua uó - desembarque internacional é de dar vergonha - e do lado de fora, aquela pocilga fede cada dia mais.
Calor, sol, praia, gente bonita, comida deliciosa. Ir no Garota de Ipanema foi lei durante nossos dias no RJ. Dessa vez alugamos um apto na Joaquim Nabuco com a Vieira Souto, em Ipanema. A diária foi 200 reais mais barata do que o hotel há 3 quadras do mar em Copacabana. Rio tá se achando e não tá oferecendo isso tudo - pelo menos para essa Turismóloga que vos fala ainda falta muito. Muito mesmo.
Mas o Rio continua lindo e tirando o folêgo do Querido toda a vez que dá de cara com o marzão e as ondas de Copa e Ipanema, quando vamos ao Arpoador e surpreendendo com a vida de um carioca na praia: aluguel de cadeira, guarda sol, cerveja 10h e praia superlotada só porque fez sol. E por conta disso não há nada que o convença me não passar pelo RJ em qualquer vinda ao Brasil. Também, quem resiste a uma noitada na Lapa e uma visita ao uma escola de samba + coroação da Rainha de Bateria?! Querido perdeu a fala com as bundas. Deixa ele. ahhaha
A chegada em Búzios (pra mim depois de uns 18 anos sem passar por lá - meus verões foram em Arraial do Cabo) não o surpreendeu em nada e eu fiquei bem desconfiada. O temporal que nos lavou enquanto andávamos na Rua das Pedras atrás de alguma coisa pra beliscar me deixou preocupadíssima: Búzios + chuva = tédio. Mas, o arco-irís 1h depois do temporal honrou o pacto que Deus fez com Noé e trouxe dias de sol escaldante, para deleite do branquelo.
Por ser alta temporada, confesso que não achei Búzios mais caro que RJ. O hotel foi ótimo e só deixou a desejar, quer dizer, internet e canais de tv deram uma bola fora, mas foi o de menos. Rio, foi no apto alugado mesmo e será assim daqui pra sempre. Apesar de ter amado o bairro de Ipanema ele ainda prefere a praia de Copacabana, a confusão, o corre-corre e os sucos de lanchonete de esquina.
Rio de Janeiro no speak portuguese. Coisa mais difícil era ouvir um bom português nas ruas do RJ. Menos português ouvimos em Búzios, totalmente dominado pelos argentinos e uruguaios (que eu detesto desde pequena, quando eles enchiam o saco vendendo brinquinhos hippies nas praias de Arraial do Cabo).
O RJ tá caro. Absurdamente caro. Mas, infelizmente, tá perdendo o que tem de melhor: o bom atendimento, a qualidade no serviço. Antigamente dávamos gorjeta se quiséssemos e caso o atendimento fosse bom. Hoje em dia - contra minha vontade - somos obrigados a pagar os 10%, e com isso, a qualidade e o "prazer" em servir tá indo por água abaixo.
Eu sempre trabalhei com atendimento ao público (aeroporto, agência de viagens, hotelaria...) e meu sorriso e excelência em atendimento nunca foi beneficiado com 10%. Minhas gorjetas em aeroporto eram, geralmente dos atendimentos especiais regados a bombom (maldita loja da Garoto em frente ao balcão da Vasp) e uns trocadinhos de 10reais que pouquíssimos hóspedes nos entregavam, escondidos. E por conta disso, tive que aprender que tudo o que o hóspede/passageiro/cliente gritasse xingando minha quadragésima geração toda reclamasse era com a empresa e não comigo e que meu sorriso desejando-lhe vai se f*der boa viagem, boa estadia era a alma do negócio e os faziam voltar e gostarem de mim.
Pois então...10% de serviço já vem embutido e, preferencialmente pago em cash. Say what? Yes, cash baby! E aí, dane-se o atendimento e ai de você se não tiver cash pra pagar os 10%, é quase expulso do lugar. Fomos no Garota de Ipanema logo após o pouso do Queridoe ele babou com o garçom cortando o filet mignon com 2 colheres, delícia de lugar, famosa esquina e coisa e tal, pagamos em cash, vida que segue. Na última noite, resolvemos voltar apenas com cartão de crédito e tchanam: não tínhamos cash pros 10% e, apesar de falar pra debitar tudo - ele não fez -, o garçom simplesmente arrancou a maquineta da nossa mão após a cobrança e foi reclamar com o gerente que não pagamos os 10%., saímos com olhares de quem não quis pagar nada.
Já em Búzios, depois de esperar 1h pela comida - que veio pouquíssima e bebida errada, atendimento demorado, garçom idiota amigãozão (tentando falar inglês com holandês num restaurante italiano), resolvemos não pagar os 10% pelo serviço. Depois de explicar os motivos que eram óbvios, eles voltaram com a nota dando 10% de desconto e mantendo os 10% de serviço. Fiz questão de voltar com os 10% de desconto e cortar o serviço. 10% do serviço não é obrigatório e sim, merecedor. Nesse caso, não era.
Em outro bar, ao chegarmos fomos informados que era 10% + couvert. Olhamos pra cara um do outro e sentamos do outro lado da rua, no Restaurante do Davi, onde ganhamos uma caipirinha de brinde porque voltamos ao restaurante deles (com um cartão do hotel já havíamos ganhado o drink no dia anterior) - sem falar no garçom que falava inglês - do jeito dele, mas falava, diferente de todo o resto de Búzios.
Gente, honrem seus 10%. Prestadores de serviço, não percam o que o Brasil tem como diferencial: atendimento. Não sou daquelas que gosta de alguém paparicando não - acho um saco vendendor se metendo na minha escolha de roupa, dando pitaco, ou garçom perguntando o tempo todo se tá bom - mas gosto de ser bem atendida. Não só pelos 10% mas pelo simples fato de que eu tô ali pra trabalhar e trabalhar bem.
Eu nem vou falar nada de Vitória, onde moro, porque é uó. Uma cidade onde os taxistas cobram (entre R$1,00 e R$1,50) por mala no carro (ou muito volume) não precisa de mais comentários, né!?
Enfim...deixa pra lá. Vou dormir pq amanhã vou ficar mais pobre e pagar muitos 10%. Ou não.
Próximo destino é Pernambuco: 4 dias em Porto de Galinhas e 2 em Recife.
A chegada foi tranquila. O Galeão, estruturalmente continua uó - desembarque internacional é de dar vergonha - e do lado de fora, aquela pocilga fede cada dia mais.
Calor, sol, praia, gente bonita, comida deliciosa. Ir no Garota de Ipanema foi lei durante nossos dias no RJ. Dessa vez alugamos um apto na Joaquim Nabuco com a Vieira Souto, em Ipanema. A diária foi 200 reais mais barata do que o hotel há 3 quadras do mar em Copacabana. Rio tá se achando e não tá oferecendo isso tudo - pelo menos para essa Turismóloga que vos fala ainda falta muito. Muito mesmo.
Mas o Rio continua lindo e tirando o folêgo do Querido toda a vez que dá de cara com o marzão e as ondas de Copa e Ipanema, quando vamos ao Arpoador e surpreendendo com a vida de um carioca na praia: aluguel de cadeira, guarda sol, cerveja 10h e praia superlotada só porque fez sol. E por conta disso não há nada que o convença me não passar pelo RJ em qualquer vinda ao Brasil. Também, quem resiste a uma noitada na Lapa e uma visita ao uma escola de samba + coroação da Rainha de Bateria?! Querido perdeu a fala com as bundas. Deixa ele. ahhaha
A chegada em Búzios (pra mim depois de uns 18 anos sem passar por lá - meus verões foram em Arraial do Cabo) não o surpreendeu em nada e eu fiquei bem desconfiada. O temporal que nos lavou enquanto andávamos na Rua das Pedras atrás de alguma coisa pra beliscar me deixou preocupadíssima: Búzios + chuva = tédio. Mas, o arco-irís 1h depois do temporal honrou o pacto que Deus fez com Noé e trouxe dias de sol escaldante, para deleite do branquelo.
Por ser alta temporada, confesso que não achei Búzios mais caro que RJ. O hotel foi ótimo e só deixou a desejar, quer dizer, internet e canais de tv deram uma bola fora, mas foi o de menos. Rio, foi no apto alugado mesmo e será assim daqui pra sempre. Apesar de ter amado o bairro de Ipanema ele ainda prefere a praia de Copacabana, a confusão, o corre-corre e os sucos de lanchonete de esquina.
Rio de Janeiro no speak portuguese. Coisa mais difícil era ouvir um bom português nas ruas do RJ. Menos português ouvimos em Búzios, totalmente dominado pelos argentinos e uruguaios (que eu detesto desde pequena, quando eles enchiam o saco vendendo brinquinhos hippies nas praias de Arraial do Cabo).
O RJ tá caro. Absurdamente caro. Mas, infelizmente, tá perdendo o que tem de melhor: o bom atendimento, a qualidade no serviço. Antigamente dávamos gorjeta se quiséssemos e caso o atendimento fosse bom. Hoje em dia - contra minha vontade - somos obrigados a pagar os 10%, e com isso, a qualidade e o "prazer" em servir tá indo por água abaixo.
Eu sempre trabalhei com atendimento ao público (aeroporto, agência de viagens, hotelaria...) e meu sorriso e excelência em atendimento nunca foi beneficiado com 10%. Minhas gorjetas em aeroporto eram, geralmente dos atendimentos especiais regados a bombom (maldita loja da Garoto em frente ao balcão da Vasp) e uns trocadinhos de 10reais que pouquíssimos hóspedes nos entregavam, escondidos. E por conta disso, tive que aprender que tudo o que o hóspede/passageiro/cliente
Pois então...10% de serviço já vem embutido e, preferencialmente pago em cash. Say what? Yes, cash baby! E aí, dane-se o atendimento e ai de você se não tiver cash pra pagar os 10%, é quase expulso do lugar. Fomos no Garota de Ipanema logo após o pouso do Querido
Já em Búzios, depois de esperar 1h pela comida - que veio pouquíssima e bebida errada, atendimento demorado, garçom
Em outro bar, ao chegarmos fomos informados que era 10% + couvert. Olhamos pra cara um do outro e sentamos do outro lado da rua, no Restaurante do Davi, onde ganhamos uma caipirinha de brinde porque voltamos ao restaurante deles (com um cartão do hotel já havíamos ganhado o drink no dia anterior) - sem falar no garçom que falava inglês - do jeito dele, mas falava, diferente de todo o resto de Búzios.
Gente, honrem seus 10%. Prestadores de serviço, não percam o que o Brasil tem como diferencial: atendimento. Não sou daquelas que gosta de alguém paparicando não - acho um saco vendendor se metendo na minha escolha de roupa, dando pitaco, ou garçom perguntando o tempo todo se tá bom - mas gosto de ser bem atendida. Não só pelos 10% mas pelo simples fato de que eu tô ali pra trabalhar e trabalhar bem.
Eu nem vou falar nada de Vitória, onde moro, porque é uó. Uma cidade onde os taxistas cobram (entre R$1,00 e R$1,50) por mala no carro (ou muito volume) não precisa de mais comentários, né!?
Enfim...deixa pra lá. Vou dormir pq amanhã vou ficar mais pobre e pagar muitos 10%. Ou não.
Próximo destino é Pernambuco: 4 dias em Porto de Galinhas e 2 em Recife.
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