"Para o dia da mamãe fiz um lindo presentinho,
Não é igual da loja mas ficou tão bonitinho,
Não fiz um lindo presente, uma jóia ou perfeição,Mas nele só trabalharam os dedos da minha mão
Por isso a mamãe que gosta tanto tanto do meu jeito
Dirá que cores mais lindas e que trabalho perfeito!
Uma bola, uma boneca, são presentes de criança,
Um sapato, um vestidinho, são presentes bem bonzinhos.
Mas dinheiro eu não tenho, do papai não quero não...
À mamãe tão boazinha eu darei meu coração."
Essa é a lembrança mais antiga que tenho sobre o dia das mães: eu cantando os quatro últimos versos sozinha numa comemoração do Dia das Mães na igreja, ainda em Belford Roxo. Acho que eu tinha uns 4, 5 anos...algo assim. Não sei se eu tava nervosa, mas com certeza 2 pessoas na platéia estavam aos prantos: minha mãe e minha avó - a filha/neta única cantando sozinha. Não me lembro muito bem das comemorações na escola. Filha de professora tem disso... Mas tenho quase certeza que tinha a presença da minha avó Durvalina e/ou da minha tia Marlene.
O tempo passou e me lembro de vários presentes - comprados sim com o dinheiro do papai por um bom tempo. Até os 8 anos de idade dava um presente duplo: para mamis e vovó. Todos os domingos o almoço era na vovó, mas dia das mães era um almoço mais que especial. E meu lugar à mesa era, sempre, entre meu avô e minha avó. O tempo passou um pouquinho mais e vieram os comprados com o meu dinheiro - e esses sim com uma importância a mais pra mim. De máquina de lavar a um vasinho de flores, passando por uma entrada pro show do Roberto Carlos - só dava pra 1 ticket e lá foi ela sozinha.
Esse é o terceiro ano que passo o dia das mães longe. E acho que nunca estivemos tão perto, próximas uma da outra. E agora, numa nova experiência minha, nunca imaginei que pudesse ser tão parecida com ela. Todos dizem que nos parecemos muito fisicamente (digamos que herdei alguns fatores que não sou muito grata, mas a gnt pula e culpa a genética) apesar de não concordarmos muito com isso. Mas, mesmo negando e jurando fielmente anos atrás que nao gostaria de ser como ela em nossos momentos de discussões, hj sou grata a Deus por ter pelo menos 1% do que ela tem.
Mãe é mãe e só existe 1. A gnt reclama, briga, conta tudo, esconde algumas coisas, fala que não quer ser igual, que queria um pouco do jeitinho dela, que queria ela perto, que queria ela longe, que queria colo, que não queria, sofremos horrores quando é um probleminha pequeno (assistindo uma entrevista da Fernanda Torres no Irritando Fernanda Young, ela falou que filho gosta de fazer a mãe sofrer. Tudo é mais dramático) e blablabla. E elas estão sempre ali. Pra vc, por vc! Se minha mãe falasse inglês, mandaria esse cartão e esse outro para ela. Pura verdade!!!
Depois de uma semana de chuva e tempo feio aqui na Holanda, ao acordar, lá estava o sol deixando o céu bem azul. Ainda na cama fiquei pensando e hoje eu tenho certeza e sou grata a Deus pela mãe que eu tenho. Que, há 27 anos cuida de mim com um amor que eu nunca vi igual. E que sempre esteve ali e é minha grande e fiel amiga. Que com um amor gigante, faz com o oceano atlântico vire uma poça e que está ali...sempre perto! Fora que ela é SÓ minha e de mais ninguém! hehehehe Maior privilégio que esse, não existe!
"Eu carrego você no meu coração..."
ResponderExcluirPrá sempre...
DEUS te ABENÇOE nesse novo momento da tua vida!!!
Amo você incondicionalmente!!!
Tatáaa que post lindo! :D Aham, só hoje q to lendo. Fala pra sua mãe ler o poema no meu livro, q ainda tá com ela. Fala que pode rabiscar, marcar, dobrar a página. Pq esse poema é o mais perfect ever!
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